11 abril 2006

A árvore


No Sábado acabei por te ver,
fiquei a observar-te, encostada áquela árvore que já me conhece, melhor a ti que a mim, mas que já me serviu de sombra em muitas tardes quentes.

Chorei enquanto ali estive, foi impossível conter os sentimentos, reprimir o que o coração nos dita, e falei contigo mesmo sem saber se me conseguiste sequer, ouvir.
Deixei o local que me conhece os passos há já largos anos e, sem nunca olhar para trás, senti a tua presença, a tua companhia na minha caminhada, pela subida íngreme que, infelizmente, já me conhece os passos.

Deixei saudades...tantas... e uma flôr, mas um dia, quem sabe eu possa ter a certeza que naquele Sábado, tu também o sentiste. Na árvore de sempre, ficou a marca, a nossa, aquela que nem o tempo nem a distância ainda apagaram.

Que saudades, amigo!

5 comentários:

Ana Simões Rodrigues disse...

Saudade, essa palavra tão tipicamente portuguesa...
:)

Andrea disse...

:) Beijos querida!
A.

Miragem disse...

Eu tenho saudades tuas, miguxa!!

1gota disse...

Há amizades que nem o tempo nem a distância apagam.

Muitos beijinhos
:*

inimaginavel disse...

E entre o Aqui e o Agora será que nos podemos encontrar uma ou duas vezes?
:)