03 março 2010

Os dois Lobos

Por vezes , sabe-me tão bem receber estes "sinais" ... Fazem-me reflectir e sentir que de facto nos são dados sempre mais que um caminho a percorrer, cabe-nos a nos escolher , SEMPRE, e separar o bem , do mal.


Um velho avô disse ao seu neto, que veio ter com ele com raiva de um amigo que tinha sido injusto: - Deixa-me contar-te uma história...

Eu mesmo, algumas vezes, senti grande ódio àqueles que "aprontaram" tanto, sem qualquer arrependimento daquilo que fizeram... Todavia, o ódio corrói -te , mas não fere o teu inimigo...
É o mesmo que tomar veneno, desejando que o teu inimigo morra.
Lutei muitas vezes contra estes sentimentos.

E o avô continuou: - É como se existissem dois lobos dentro de mim.

Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao seu redor e não se ofende quando não se teve intenção de ofender. Ele só lutará quando for certo fazer isto, e da maneira correcta.
Mas, o outro lobo, ah!, esse é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo.
Ele não pode pensar porque a sua raiva e o seu ódio são muito grandes. É uma raiva inútil, pois a raiva não vai mudar nada!

Por vezes é difícil conviver com estes dois lobos dentro de mim, pois ambos tentam dominar o meu espírito.

O menino olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou:

- Qual deles vence, avô?

O avô sorriu e respondeu baixinho:
- Aquele que eu alimentar.


:))))
Fantástico!

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