
Chegámos ao meu mês de eleição, o de Setembro.
O mês que me trás boas recordações, o mês onde tudo começa e ao mesmo tempo acaba.
Em pequenos era o fim de um verão recheado de coisas boas, era o fim dos risos com cheiro a sal, dos cabelos desgrenhados em cachos e, dos pés cortados pelas silvas que tinhamos pisado no caminho da praia, descalços.
Era também o fim aos gelados da "Olá" que só haviam na temporada de férias, era o "até pró ano" aos amigos que só se viam nas férias, o arrumar as malas, as bicicletas e pensar nas outras malas, que carregávamos às costas, e no cheiro dos livros novos que nos iam tornar mais velhos, mais sabichões e até mesmo, os melhores da turma.
Setembro era o mês do inicio de uma nova estação, dos dias mais curtos, dos casacos de malha e das Sweats ao fim da tarde.
Com a idade, passou a ser o mês das tardes na Mexicana, com uma panqueca com mel a olhar para nós e a coca-cola (com gelo e limão) a expirrar bolhinhas de gás no contraste do sol posto por de trás da Igreja.
Era o riso, o reencontro dos que tinhamos deixado para trás quando fomos de férias, era o telemóvel que não tocava para saber de ti, o mexerico nas ruas pela morte da princesa Diana, e as conversas brejeiras por mais um encontro novo pela net.
Foi em Setembro...
o mesmo Setembro que hoje me faz pensar naqueles tempos em que tudo parecia tão perfeito, em que podia sonhar sem restrições, onde te fazia ver que mais valia teres coragem do que continuares escondido na tua carapaça.
Agora, quase 10 anos depois, relembro este mês com um sorriso, pelo que foi na infância, pelo que passou a ser na adolescência, e o que foi desde que entraste na minha vida, ou teria sido eu a fazer-te entrar nela?
Ainda hoje estou para saber, mas não procuro respostas, saboreio apenas o doce pensamento, num verão quase terminado com o resto de Agosto que se sente na pele, mas pelo invadir do Setembro que me lembra de ti, de nós e da felicidade que foi vivê-lo desde esse momento; do momento em que o "melhor se guardou para o fim", do momento em que um sorriso envergonhado me fitou, alterou a voz e se apresentou.
Daquele momento que tornou Setembro, para sempre um mês tão especial.
ps: dedicado á minha amiga do coração
1 comentário:
Tanta nostalgia... e doçura...
Beijos duplos
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