22 janeiro 2006

Tu

Gosto de te ver dormir, de olhar para ti enquanto viajas nos sonhos. Passo algum tempo a memorizar-te as linhas, a ver-te sorrir enquanto de sono profundo, te deixas levar para outras paragens.
Rio-me, acho graça aos barulhos que fazes, não ressonas, mas respiras de uma forma que me solta o riso, mais até que aquele sorriso que tenho de te ver assim, tão despido de ti, tão fraco de defesas.
De mim não tens de de esconder, de te proteger, comigo estás sempre seguro, protegido, eu gosto de o fazer.
Aprendi com o tempo e com os anos, como se protege, como se ama sem magoar, como se respeita, como se dá espaço para que embora juntos, tenhamos cada um o seu lugar.
E penso, penso muito enquanto dormes, no que já fomos e no que contruímos juntos, passo a passo, deixando para trás os fantasmas, os medos, os nossos defeitos presos em feitios, e dois passados que se cruzaram quando um teimava em ficar preso, sem destino.

Gosto de te ver dormir, assim, sereno.
dorme, amanhã acordada, vou abraçar-te e dizer-te aquilo que já sabes.
Agora dorme.

1 comentário:

Só Maria disse...

É assim que fica quem ama, quem está sereno e de paz com a sua consciência.

Beijinhos!